Formação intensiva focada na presença em palco, expressão corporal, voz, improviso e criação artística. O módulo adapta-se ao nível do grupo e pode culminar numa apresentação pública.
Mínimo: 8 participantes | Máximo: 25 participantes
Palco e Performance
12 horas (4 sessões x 3h)
A(10–14) B&C (15–25)–grupos separados
Luís Filipe Borges
Apresentação pública ou showcase interno (opcional)
Espaço amplo, sistema de som básico
O objetivo é criar grupo, perder o medo de estar exposto e fazer um diagnóstico inicial das capacidades e interesses de cada participante.
Começa-se com 30 minutos de aquecimento físico e vocal, exercícios de respiração diafragmática e jogos de nome e olhar para criar confiança no grupo. Segue-se um bloco de 1h de jogos de presença em palco — ocupação do espaço, caminhadas com diferentes intenções, exercícios de foco e escuta. Após uma pausa curta, há 1h de improvisação básica em duplas e pequenos grupos com situações simples (aceitar e somar, “sim, e…”), terminando com 30 minutos de roda final, partilha de sensações e definição de um “diário de bordo” pessoal para a formação.
Adaptação grupo A (10–14): mais jogos lúdicos e energéticos, menos verbalização teórica, exercícios curtos e variados. Adaptação grupo B (15–25): introdução de vocabulário técnico (foco, intenção, status), reflexão mais aprofundada na roda final.
Sessão dedicada à descoberta do corpo e da voz como instrumentos expressivos.
Inicia com 20 minutos de aquecimento integrado corpo-voz. Segue-se 1h de trabalho corporal: consciência postural, qualidades de movimento (peso, tempo, espaço), construção de personagens através do corpo (animais, arquétipos, idades). O bloco seguinte de 1h foca-se na voz: projeção, articulação, ressonadores, leitura expressiva de pequenos textos com diferentes intenções. Termina com 40 minutos de exercício integrador onde cada participante apresenta uma micro-cena de 30 segundos combinando uma escolha corporal e uma intenção vocal.
Adaptação grupo A: trabalho com personagens de animais e figuras imaginárias, textos curtos e divertidos (lengalengas, trava-línguas). Adaptação grupo B: construção de personagens mais complexos, textos de teatro contemporâneo ou monólogos curtos.
Sessão dedicada à exploração criativa, sem a pressão de preparar algo para mostrar.
Aquecimento rápido de 20 minutos focado em concentração e prontidão criativa. Segue-se 1h de improvisação avançada com estrutura — cenas com começo, meio e fim, trabalho de objetivos e obstáculos, status entre personagens. No bloco seguinte, de 1h20, divide-se o grupo em pequenas equipas para criar pequenas cenas a partir de estímulos variados (uma palavra, um objeto, uma música, uma imagem) — cada equipa cria, experimenta e troca de estímulo, percorrendo várias propostas em vez de fixar uma. Os últimos 20 minutos servem para roda de partilha: o que descobriram sobre si, que tipo de personagens lhes saiu mais natural, que tipo de cena gostaram mais de fazer.
Adaptação grupo A: estímulos mais visuais e concretos, cenas mais curtas (1–2 min), forte componente lúdica. Adaptação grupo B: maior autonomia criativa, cenas mais elaboradas (3–5 min), possibilidade de incorporar texto próprio.
Sessão de aprofundamento, experimentação livre e consolidação do percurso. Sem apresentação, o tempo que seria de ensaio é reinvestido em explorar com mais profundidade.
Começa com 20 minutos de aquecimento integrado, retomando o melhor das sessões anteriores. Segue-se 1h de “laboratório” — quatro estações rotativas pelas quais o grupo passa, cada uma com um foco diferente: improvisação musical/sonora, criação a partir de poesia ou texto, jogo dramático com objetos/adereços, e composição coreográfica simples. Cada estação tem 15 minutos. Depois, 1h de criação coletiva livre: o grupo todo (ou em equipas) experimenta uma proposta artística mais ambiciosa à escolha, sem objetivo de a mostrar, apenas de a viver e descobrir. Os últimos 40 minutos são de balanço final aprofundado: roda de partilha, reflexão sobre o percurso individual, identificação de áreas que cada um quer continuar a explorar, entrega de uma recordação simbólica e, se fizer sentido, registo coletivo (foto, vídeo, frase, manifesto do grupo).
Adaptação grupo A: estações mais lúdicas e sensoriais, balanço final através de desenho ou jogo em vez de discurso. Adaptação grupo B: estações com maior exigência técnica, balanço final mais reflexivo, eventual conversa sobre caminhos artísticos futuros.
O icónico apresentador do “Cinco para a meia noite” (RTP), é também: ator, escritor, humorista, poeta, argumentista, formador, produtor de televisão e documentários, cronista e voz em diversos anúncios.